Um estudo publicado na revista Health Affairs analisou práticas de concierge e de atenção primária direta (DPC) nos Estados Unidos. A equipe, formada por pesquisadores de instituições como a Johns Hopkins e outras universidades, examinou uma amostra nacional de mais de 6.000 modelos entre 2018 e 2023.
No período, o número de unidades de atendimento subiu de 1.658 em 2018 para 3.036 em 2023, e o número de clínicos passou de 3.935 para 7.021. Os pesquisadores apontam que muitos clínicos migram para esses modelos por causa de listas de pacientes menores, menor carga administrativa e maior autonomia — fatores que podem reduzir o burnout.
O estudo também identificou crescimento expressivo de práticas afiliadas a corporações, e os autores alertam que esse investimento pode mudar a natureza do atendimento. Eles recomendam que formuladores de políticas acompanhem as tendências para proteger o acesso amplo à atenção primária.
Palavras difíceis
- prática — modo de trabalho ou serviço realizado por profissionaispráticas de concierge
- atenção primária direta — modelo básico de cuidados médicos pago diretamente pelo paciente
- amostra nacional — conjunto de casos representativo de todo o país
- clínico — profissional de saúde que atende pacientesclínicos
- carga administrativa — trabalho burocrático e tarefas não clínicas
- autonomia — capacidade de decidir sobre o próprio trabalho
- formulador de políticas — pessoa ou órgão que cria regras públicasformuladores de políticas
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Perguntas para discussão
- Você conhece ou já ouviu falar de modelos como concierge ou atenção primária direta no seu país? Como são diferentes do sistema comum?
- Como listas de pacientes menores e maior autonomia podem afetar a qualidade do atendimento na sua opinião?
- Que medidas os formuladores de políticas poderiam tomar para proteger o acesso amplo à atenção primária diante de investimento corporativo?
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