O citomegalovírus humano (HCMV) é um herpesvírus comum que muitas vezes fica dormente e não causa sintomas em adultos saudáveis. No entanto, em receptores de transplante, doentes com câncer e recém-nascidos pode provocar danos nos órgãos, atrasos no desenvolvimento e até morte. Segundo o CDC, é a principal causa infecciosa de defeitos congênitos nos EUA, e estima-se que afete uma grande parte da população mundial.
Uma equipa liderada por pesquisadores da Universidade do Texas em Austin desenvolveu anticorpos engenheirados que evitam as estratégias do vírus. O HCMV produz proteínas chamadas receptores virais de Fc (vFcγRs), que se ligam aos anticorpos e impedem a ativação de células imunes como as células assassinas naturais (NK). Os cientistas identificaram regiões do anticorpo IgG1 que o vírus mira e modificaram essas regiões para impedir a ligação viral, preservando a ativação das NK.
Em cultura celular, os anticorpos bloquearam a propagação viral e reduziram a disseminação. Os autores dizem que a técnica pode ser aplicada a outros herpesvírus e que são necessários mais testes, incluindo combinações com antivirais ou vacinas, antes de uso clínico. Coautores vêm de várias universidades, incluindo UT Austin, Cardiff e Freiburg.
Palavras difíceis
- citomegalovírus — um herpesvírus comum que pode infectar pessoascitomegalovírus humano
- dormente — no estado inativo, sem causar sintomas
- anticorpo — proteína do sistema imunitário que reconhece antígenosanticorpos, anticorpo IgG1
- receptor — molécula na superfície que liga outras proteínasreceptores
- cultura celular — crescimento de células em laboratório para estudos
- disseminação — o processo de espalhar algo por uma área
- congênito — presente desde o nascimento, antes ou ao nascercongênitos
- vacina — medicamento que prepara o corpo contra uma doençavacinas
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Perguntas para discussão
- Você acha que modificar anticorpos é uma boa estratégia contra vírus? Por quê?
- Que benefícios poderia ter aplicar essa técnica a outros herpesvírus?
- Que combinações com antivirais ou vacinas seriam úteis antes do uso clínico?
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