A demência está a aumentar em África à medida que as populações envelhecem, criando um desafio crescente de saúde pública. Estima-se que a região tinha mais de dois milhões de casos em 2015 e que esse número pode chegar a quase oito milhões até 2050.
Num congresso em Nairobi, cientistas destacaram que a investigação genética é essencial. George Vradenburg, da Davos Alzheimer’s Collaborative, disse que o microbioma africano, as pressões ambientais e a grande diversidade genética do continente podem ensinar muito aos investigadores.
Um estudo de 2023 encontrou um fator genético de risco para Parkinson em pessoas de ascendência africana, e espera-se que pesquisas semelhantes ajudem a entender a doença de Alzheimer. Há também iniciativas para reduzir o estigma; profissionais no Quénia trabalharam com curandeiros tradicionais e agora esses curandeiros encaminham pacientes para clínicos.
Além disso, equipas na Tanzânia testam uma ferramenta digital que analisa a voz e a relaciona com marcadores no sangue, e especialistas apelam à colaboração entre investigadores, setor privado e governos.
Palavras difíceis
- demência — Doença que provoca perda de memória e orientação.
- envelhecer — Tornar-se mais velho com o tempo.envelhecem
- genética — Estudo dos genes e da herança biológica.
- microbioma — Conjunto de micro-organismos num ambiente do corpo.
- estigma — Opinião negativa que causa exclusão social.
- encaminhar — Enviar alguém para receber cuidado ou serviço.encaminham
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Perguntas para discussão
- O que acha que a investigação genética pode trazer para o tratamento ou prevenção da doença de Alzheimer?
- Que vantagens e que desafios vê em trabalhar com curandeiros tradicionais nos sistemas de saúde locais?
- Aceitaria usar uma ferramenta digital que analisa a voz para detectar sinais de doença? Por quê?
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