A Novartis divulgou resultados de um novo tratamento para a malária, o GanLum, que contém a molécula ganaplacide. Michael Delves, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, afirmou que a molécula é completamente nova e que o parasita Plasmodium não a tinha encontrado antes, por isso não desenvolveu defesa.
Segundo a OMS, a resistência a medicamentos foi vista pela primeira vez no Camboja em 2008 e tem sido detectada mais recentemente em países africanos como Rwanda, Uganda e Tanzania. A resistência à artemisinina é uma ameaça aos esforços de controlo da doença.
No comunicado de 12 de novembro, a Novartis relatou um ensaio de fase final com mais de 1,600 pacientes em 12 países da África subsaariana. O GanLum, dado em sachê de grânulos uma vez por dia durante três dias, curou 97.4% dos participantes, em comparação com 94% de um tratamento existente. Além de tratar sintomas, o GanLum também age quando o parasita se prepara para transmitir a doença aos mosquitos, o que pode reduzir novos casos.
A Medicines for Malaria Venture, que desenvolveu o medicamento com a Novartis, disse que aprovações regulatórias poderiam ocorrer em cerca de 16 meses e que, se aprovado, o remédio poderia estar disponível em 2027.
Palavras difíceis
- medicamento — Substância usada para tratar doenças.medicamentos
- malária — Doença causada por parasitas transmitidos por mosquitos.
- avançar — Fazer progresso ou melhorar em alguma área.avanço
- eficaz — Produz o efeito desejado, útil.
- resistência — Capacidade de não ser afetado por algo.
- tratamento — Processo de cuidar de uma doença.
- esperança — Sentimento positivo sobre o que pode acontecer.
- disseminação — Ato de espalhar algo, como doenças.
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Como o GanLum pode mudar o tratamento da malária no futuro?
- Quais são os impactos da resistência a medicamentos?
- Por que é importante a inovação em medicamentos?
Artigos relacionados
Diferença molecular no cérebro de adultos autistas
Cientistas encontraram menor disponibilidade do receptor de glutamato mGlu5 em todo o cérebro de adultos autistas. O estudo usou PET, ressonância magnética e EEG; resultados podem orientar diagnóstico, tratamento e futuros estudos em crianças.