Investigadores da Universidade de Zurique e da Universidade de Warwick analisaram quatro comunidades autónomas espanholas que adotaram leis mais restritivas contra o álcool ao longo de vinte anos. Os pacotes de medidas incluíam restrição da venda a menores, limitação do acesso a locais e regras para a publicidade. As mudanças ocorreram em momentos diferentes, o que permitiu comparar o comportamento antes e depois de cada norma.
A análise usou grandes bases de dados: alunos sobre hábitos de consumo e resultados educativos, incluindo exames PISA. Depois de subir a idade mínima de 16 para 18 anos, a probabilidade de adolescentes terem ficado bêbados caiu e o consumo episódico diminuiu. As notas no PISA subiram, equivalente a alguns meses adicionais de escolaridade.
Houve também redução no uso de medicamentos prescritos para ansiedade e insónia. Os autores não encontraram alterações mensuráveis noutras atividades, o que aponta para efeitos diretos do álcool no desenvolvimento cerebral.
Palavras difíceis
- restritivo — que impõe limites ou controla o acessorestritivas
- publicidade — mensagens para promover produtos ou serviços
- probabilidade — possibilidade de que um evento aconteça
- consumo episódico — beber grandes quantidades num curto período
- desenvolvimento cerebral — processo de crescimento e mudança do cérebro
- base de dados — conjunto organizado de informação guardadabases de dados
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Como acha que limitar a publicidade e a venda a menores pode mudar o comportamento dos jovens na sua cidade?
- Que vantagens e desvantagens vê em aumentar a idade mínima para comprar álcool de 16 para 18 anos?
- Se as notas do PISA melhoraram, como isso pode afetar o futuro dos adolescentes e da comunidade?
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