O estudo, publicado na revista PNAS, aborda a dificuldade de levar medicamentos ao cérebro para tratar o glioblastoma. A equipe liderada por Alexander H. Stegh, com colaboração de Chad A. Mirkin, usou ácidos nucleicos esféricos, estruturas feitas de fitas curtas de DNA densamente dispostas ao redor de um núcleo nanopartícula. Akanksha Mahajan é a primeira autora do trabalho.
Os pesquisadores prepararam partículas com núcleo de ouro e DNA projetado para ativar a via STING (estimulador dos genes de interferon). STING é uma via imune que detecta DNA estranho e desencadeia resposta imune. Ensaios anteriores mostraram que ativadores de STING funcionam, mas se degradam rápido e exigem injeção direta no tumor.
Para evitar procedimentos invasivos, os autores deram gotas nasais e seguiram a nanomedicina com uma marca visível em infravermelho. A terapia se concentrou em células imunes próximas e dentro do tumor, ativou STING, aumentou o ataque imune e, quando combinada com fármacos que ativam linfócitos T, erradicou tumores em camundongos e gerou imunidade prolongada contra recaída.
Palavras difíceis
- glioblastoma — Um tipo grave de câncer no cérebro.
- tratamento — Método usado para curar doenças.
- imunológico — Relativo ao sistema de defesa do corpo.imunológica
- nanométrico — Estruturas muito pequenas, em escala nanométrica.nanométricas
- terapias — Tratamentos usados para curar doenças.
- investigações — Atos de buscar informações ou estudar algo.investigar
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Perguntas para discussão
- Como você vê o futuro dos tratamentos para glioblastoma?
- Quais são os desafios no tratamento de cânceres agressivos?
- De que maneira os novos métodos podem melhorar a vida dos pacientes?
- Por que é importante continuar a investigação em terapias semelhantes?
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