Pesquisadores liderados por Lee Gettler, da University of Notre Dame, com a coautora Sarah Hoegler Dennis, usaram 15 anos de dados longitudinais. A amostra incluiu muitos homens que tinham cerca de 25 anos no início do estudo e foram acompanhados pelos 15 anos seguintes.
Os autores compararam a paternidade antes e depois da COVID usando ondas de 2009 e 2014 (pré‑pandemia) e 2022–23 (pós‑pandemia). Para medir o envolvimento paterno, registaram cuidados rotineiros com bebés, brincadeiras recreativas e tarefas educativas de cuidado.
O achado principal foi que a pandemia não produziu um aumento amplo e duradouro no envolvimento paterno. A exceção foram os homens cuja situação de emprego piorou: os que passaram a estar desempregados ou subempregados aumentaram o tempo em apoio educativo, e essa mudança persistiu. Gettler relaciona essa diferença ao status de emprego.
Palavras difíceis
- longitudinal — que acompanha pessoas por longos períodoslongitudinais
- amostra — grupo de pessoas estudadas num estudo
- onda — uma etapa de recolha de dados num estudoondas
- envolvimento — participação ou cuidado dado a outra pessoa
- rotineiro — que acontece regularmente no dia a diarotineiros
- subempregado — pessoa com trabalho abaixo das suas qualificaçõessubempregados
- persistir — continuar a existir ou a durar no tempopersistiu
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Perguntas para discussão
- Por que, na sua opinião, os homens desempregados ou subempregados passaram mais tempo em apoio educativo?
- De que modo a mudança no emprego pode alterar a rotina familiar e o cuidado às crianças?
- Que medidas poderiam ajudar pais com empregos precários a manterem ou aumentar o envolvimento com os filhos?
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