Um novo estudo encontrou uma relação entre níveis maiores de inflamação e a escolha por interação nas redes sociais em vez de encontros presenciais. A pesquisa foi publicada numa revista científica e avaliou hábitos e saúde.
Os participantes responderam a perguntas sobre personalidade e uso de redes. Os pesquisadores mediram a proteína C-reativa (CRP) no sangue e recolheram o tempo de ecrã do telemóvel durante uma semana nas plataformas TikTok, Snapchat, Instagram, Twitter/X e Facebook.
O resultado mostrou que quem tinha mais CRP tendia a usar redes sociais para socializar, especialmente pessoas com traços de introversão ou neuroticismo. Os autores querem perceber melhor quem pode preferir a socialização digital.
Palavras difíceis
- inflamação — resposta do corpo a lesão ou infecção
- proteína C-reativa — proteína no sangue que indica inflamação
- rede social — site ou aplicação para conversar e partilharredes sociais
- introversão — traço de personalidade de pessoa reservada
- neuroticismo — traço com tendência para ansiedade e preocupação
- ecrã — superfície do telemóvel onde se veem imagens
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você prefere socializar nas redes sociais ou pessoalmente? Por quê?
- Como acha que a saúde pode influenciar a forma de socializar das pessoas?
- Conhece alguém que prefere socializar online? Como é essa pessoa?
Artigos relacionados
Estudo da Emory mostra proteção de vacinas COVID-19 atualizadas
Pesquisa da Emory avalia a vacina 2023-24 contra a variante Omicron XBB.1.5. Em 24 participantes, os cientistas mediram anticorpos e células B e viram proteção durável e anticorpos que reagem a variantes antigas e recentes.
Medicina alternativa ligada a menor sobrevida no câncer de mama
Um estudo associou o uso de medicina complementar e alternativa a menor sobrevida em pacientes com câncer de mama. O efeito foi maior quando os pacientes usaram apenas terapia alternativa ou combinaram com tratamentos tradicionais.
Falta de ciência em África dificulta políticas e comércio
Lise Korsten, presidente da Academia Africana de Ciências, disse que a pouca produção científica em África dificulta a formulação de políticas e enfraquece a posição do continente no comércio. A AAS quer criar redes, diplomacia científica e envolver a diáspora para mudar a situação.