Investigadores publicaram um estudo que relaciona níveis mais elevados de inflamação com uma preferência por interações nas redes sociais em vez de encontros presenciais. A medição da inflamação usou a proteína C-reativa (CRP) em amostras de sangue.
O estudo contou com 154 participantes. Cada pessoa respondeu a um questionário sobre personalidade e uso de redes sociais. Um assistente treinado recolheu as amostras de sangue e, durante uma semana, os pesquisadores extraíram os dados de tempo de ecrã dos telemóveis para registar o uso de TikTok, Snapchat, Instagram, Twitter/X e Facebook.
Os investigadores encontraram uma tendência mais forte entre participantes com maior CRP, especialmente entre os que tinham traços de introversão e neuroticismo. Os autores destacam que a escolha por redes sociais pode dever‑se ao menor esforço exigido pela interação online e que não significa rejeição do contacto social.
Palavras difíceis
- inflamação — resposta do corpo a lesão ou infecção
- proteína C-reativa — molécula no sangue que indica inflamação
- amostra — pequena quantidade de material para análiseamostras
- questionário — conjunto de perguntas para obter informações
- tempo de ecrã — tempo passado a olhar para o ecrã
- introversão — traço de personalidade mais reservado e reflexivo
- neuroticismo — traço que envolve ansiedade e instabilidade emocional
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Por que acha que a interação online pode exigir menos esforço do que encontros presenciais?
- Como poderia mudar o seu uso de redes sociais depois de saber desta investigação?
- Que tipos de dados pessoais acha aceitável partilhar num estudo como este? Por quê?
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