Um novo estudo, publicado em Current Biology pela equipa da Rockefeller University, investigou como as formigas distinguem companheiras de indivíduos externos. Os investigadores usaram formigas-clonais Ooceraea biroi, que se reproduzem assexuadamente; com isso, criaram linhagens geneticamente idênticas e formaram colónias experimentais.
As análises químicas revelaram que as colónias partilham o mesmo conjunto de compostos cerosos, mas combinam-nos em diferentes proporções para gerar odores de colónia distintos. Testes comportamentais confirmaram que as formigas mostram agressão perante genótipos estranhos.
Para avaliar a flexibilidade, formigas jovens com perfis químicos fracos foram colocadas em colónias estrangeiras. Depois de um mês, essas formigas passaram a assemelhar-se quimicamente à colónia de acolhimento e deixaram de ser alvo de agressão. No entanto, a experiência não apagou um sentido intrínseco de identidade em indivíduos separados já na fase de ovo.
Palavras difíceis
- colónia — grupo de organismos que vivem juntoscolónias
- reproduzir — fazer novos indivíduos da mesma espéciereproduzem
- linhagem — grupo com parentesco genético comumlinhagens
- composto — substância formada por várias moléculascompostos
- proporção — quantidade relativa de uma parteproporções
- perfil — conjunto de características químicas num indivíduoperfis
- agressão — comportamento de ataque ou hostilidade
- intrínseco — que pertence à natureza interna de algo
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Por que mudar o perfil químico ajuda formigas jovens a evitar agressão na nova colónia?
- Por que os investigadores escolheram formigas que se reproduzem assexuadamente para este estudo?
- Conhece outro exemplo de animais ou pessoas que mudam sinais para ser aceites num grupo? Descreva.
Artigos relacionados
Imagem cerebral revela alterações em respondentes do WTC com TEPT
Um estudo com respondentes do World Trade Center usou neuroimagem (GWC) para encontrar diferenças cerebrais em quem tem TEPT. Dados dos programas de saúde do WTC mostram que cerca de 23% dos respondentes desenvolveram TEPT e muitos ainda têm sintomas.