O câncer de próstata está entre os tipos mais diagnosticados no continente africano. Em 2020, foi o câncer líder entre homens em 40 países da África Subsaariana. No Sul da África, a mortalidade é 2.7 vezes a média global, um reflexo do acesso limitado aos serviços de saúde, de programas de detecção precoce inadequados e de fatores genéticos subjacentes.
Pesquisas recentes associam ascendência africana a maior risco e a uma maior probabilidade de doença agressiva. Um estudo do consórcio Men of African Descent and Carcinoma of the Prostate (MADCaP), publicado na Nature Genetics em outubro, é a maior investigação genômica sobre câncer de próstata no continente: analisou quase 8.000 participantes em cinco países africanos e identificou três regiões genéticas ligadas a maior risco.
Barreiras ao rastreio incluem desinformação e estigma; muitos homens são diagnosticados tardiamente, como é comum na Nigéria. Casos de diagnóstico precoce, como o de Dare Adeosun no final de 2022, mostram que um simples exame pode melhorar o prognóstico. Pesquisadores e defensores pedem mais investimento em pesquisa, instalações e formação local.
Palavras difíceis
- mortalidade — número de mortes numa população num dado período
- detecção precoce — encontrar uma doença nas fases iniciais
- ascendência — origem familiar ou ancestral de uma pessoa
- consórcio — grupo de organizações ou investigadores que trabalham juntos
- genômica — estudo do material genético dos organismos
- rastreio — exame para procurar sinais iniciais de doença
- desinformação — informação falsa ou enganosa que circula
- estigma — preconceito social que afeta pessoas com doença
- prognóstico — previsão provável da evolução de uma doença
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Perguntas para discussão
- Que tipos de investimento os pesquisadores e defensores pedem para melhorar a situação, segundo o texto?
- O que poderia reduzir a desinformação e o estigma sobre o rastreio na sua comunidade?
- Como os resultados de um estudo genômico como o MADCaP podem ajudar médicos e pacientes?
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