Um estudo publicado em Acta Anaesthesiologica Scandinavica acompanhou 49.615 cirurgias não emergenciais na Wasatch Front, região de Utah que às vezes tem a pior qualidade do ar do país. Os pesquisadores estimaram os níveis de PM2.5 no endereço residencial de cada paciente na semana anterior à cirurgia, usando dados de sensores da EPA, agências estaduais e satélites. PM2.5 é material particulado fino que pode afetar pulmões e outros órgãos.
Os resultados mostraram que, quando os níveis ficaram acima do limite diário da EPA na semana anterior, a taxa de uma medida composta de complicações pós-operatórias subiu de 4,8% para 6,2%. Cada aumento de 10 microgramas de PM2.5 associou-se a um aumento relativo de 8% no risco, equivalente a um acréscimo absoluto de 1,4%.
Os autores, liderados pela University of Utah School of Medicine, lembram que o estudo é observacional e não prova causa e efeito. Eles pedem estudos adicionais para identificar quais complicações específicas aumentam após episódios de poluição elevada.
Palavras difíceis
- sensor — aparelho que mede dados do ambientesensores
- endereço residencial — local onde a pessoa mora
- particulado — pequenas partículas sólidas no armaterial particulado fino
- complicação — problema de saúde que surge depoiscomplicações, complicações pós-operatórias
- observacional — que observa sem testar diretamente
- aumento relativo — mudança percentual em relação ao valor inicial
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Perguntas para discussão
- Você acha que hospitais deveriam adiar cirurgias quando a poluição do ar está alta? Por quê?
- Que medidas pessoais uma pessoa pode tomar antes da cirurgia se houve poluição elevada na semana anterior?
- Que tipo de estudo adicional ajudaria a identificar quais complicações aumentam após episódios de poluição?