Investigadores das universidades e centros citados mediram os efeitos de temperatura e CO2 em 28 variedades de arroz ao longo de dez anos, em experiências de campo usando Free-Air CO2 Enrichment (FACE). A análise e modelação permitiram estimar as doses de arsénio inorgânico nos grãos e os riscos para a saúde em sete países asiáticos: Bangladesh, China, Índia, Indonésia, Myanmar, Filipinas e Vietnã.
Encontraram que temperaturas acima de 2 graus, combinadas com CO2 elevado, aumentam as concentrações de arsénio inorgânico no arroz. O investigador principal, Lewis Ziska, disse que a causa provável são alterações na química do solo que facilitam a absorção do arsénio pelas plantas.
O estudo alerta para maior carga de cancro e doenças cardiovasculares, sobretudo na Ásia até 2050, e recomenda melhoramento de plantas, gestão do solo, mudanças no processamento e medidas de saúde pública, incluindo monitorização e educação dos consumidores.
Palavras difíceis
- arsénio — Elemento químico tóxico que pode contaminar alimentosarsénio inorgânico
- concentração — Quantidade de uma substância num espaçoconcentrações
- modelação — Uso de modelos para prever resultados ou efeitos
- absorção — Processo de uma planta tomar uma substância
- química — Propriedades e reações das substâncias no solo
- monitorização — Acompanhamento contínuo de algo para observar mudanças
- melhoramento — Ação de criar plantas com características melhores
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Entre melhoramento de plantas, gestão do solo e monitorização, qual medida você considera mais importante? Por quê?
- De que forma o aumento de arsénio no arroz pode afetar a alimentação das pessoas no seu país?
- Que informação prática sobre arroz e riscos para a saúde os consumidores deveriam receber?
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