O Zimbabwe iniciou um rollout de fase um do lenacapavir, um medicamento de prevenção do HIV de ação prolongada, e estima-se que cerca de 2.000 pessoas já receberam a dose semestral. O programa opera em 11 locais e pretende alcançar cerca de 46.000 pessoas com alto risco de infeção, incluindo trabalhadores do sexo, homens que fazem sexo com homens e outras populações-chave. A entrega e o progresso foram discutidos num encontro em Harare a 31 January.
Em February, a embaixadora dos EUA no Zimbabwe, Pamela Tremont, anunciou a redução de grandes intervenções de saúde apoiadas pelos Estados Unidos. Um documento do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Zimbabwe, visto pela publicação, diz que o país suspendeu negociações sobre um acordo proposto de US$300 million, alegando que o acordo era extrativo e que os EUA procuravam acesso a dados patogénicos sensíveis e a recursos minerais críticos. A Embaixada dos EUA negou essas acusações, afirmando que pedidos de dados faziam parte de programas padrão, como o PEPFAR.
O impasse diplomático colocou em risco doses futuras de lenacapavir. Cientistas e responsáveis locais alertam que atrasos nas injeções de seguimento podem favorecer a resistência ao medicamento, porque concentrações residuais podem persistir por até 12 months ou mais em níveis decrescentes. Dados de ensaios apresentados na 2026 Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections mostraram que um participante do Phase 3 PURPOSE 1 que perdeu uma dose contraiu HIV 16 months após a última injeção.
As autoridades dizem que os fornecimentos atuais não estão imediatamente ameaçados: Owen Mugurungi, do Ministry of Health and Child Care, afirmou que as doses existentes foram obtidas por um acordo especial com o Global Fund, UNITAID e outros parceiros e já foram pagas. Yap Boum, da Africa CDC, disse que a agência acompanha as mudanças no financiamento global da saúde e apoia os Estados-membros. Nyasha Sayi declarou não ter certeza se receberá a próxima dose dentro de 12 months e advertiu que a descontinuação a colocaria em risco.
Palavras difíceis
- prevenção — ação de evitar uma doença ou risco
- população-chave — grupo com maior risco ou vulnerabilidadepopulações-chave
- embaixadora — representante diplomática de um país noutro país
- extrativo — que explora recursos em benefício próprio
- resistência — capacidade do vírus ou bactéria de não ser afetado
- persistir — continuar a existir ou durar por mais tempo
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Perguntas para discussão
- Quais seriam os efeitos para uma pessoa se não receber a próxima dose dentro de 12 meses, segundo o texto?
- De que forma negociações diplomáticas podem influenciar programas de saúde e fornecimento de medicamentos?
- Que medidas práticas poderiam tomar parceiros internacionais para reduzir o risco de interrupção das doses?
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