Pesquisadores relatam uma ferramenta chamada Ca2+ BioLuminescence Activity Monitor, ou CaBLAM, descrita em um artigo na Nature Methods. A molécula que deu origem ao CaBLAM foi desenvolvida sob a liderança de Nathan Shaner na University of California, San Diego.
O CaBLAM capta atividade em nível de célula única e subcelular com alta velocidade. Ele funciona em camundongos e peixes-zebra e permite gravações contínuas por cinco horas, algo difícil de alcançar com fluorescência tradicional.
Os métodos atuais baseados em fluorescência exigem luz externa e equipamentos como lasers e fibras ópticas; isso pode causar fotodesbotamento e fototoxicidade. A bioluminescência gera luz internamente quando uma enzima degrada uma pequena molécula, e assim evita esses efeitos.
O Bioluminescence Hub, lançado com financiamento da National Science Foundation, e várias instituições parceiras contribuíram para o projeto.
Palavras difíceis
- ferramenta — objeto ou recurso usado para realizar uma tarefa
- molécula — pequena unidade de uma substância feita por átomos
- captar — detectar ou registrar sinais ou atividadecapta
- subcelular — que existe ou ocorre dentro de uma célula
- fluorescência — luz emitida por uma substância iluminada externamente
- bioluminescência — luz produzida dentro de um organismo vivoBioluminescence Hub
- fotodesbotamento — perda de brilho de um sinal pela luz
- fototoxicidade — dano às células causado pela exposição à luz
- enzima — proteína que acelera reações químicas no organismo
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você consideraria útil poder gravar a atividade celular por cinco horas? Por quê?
- Que vantagens a bioluminescência oferece para pesquisadores em comparação com fluorescência?
- De que forma financiamentos e parcerias, como o Bioluminescence Hub e a National Science Foundation, podem ajudar projetos científicos?
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