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Montadoras chinesas de veículos elétricos expandem-se para a África — Nível B2 — a group of cars parked in a parking lot

Montadoras chinesas de veículos elétricos expandem-se para a ÁfricaCEFR B2

22/10/2025

Nível B2 – Intermediário-avançado
6 min
340 palavras

Ao longo da última década, montadoras chinesas de veículos elétricos procuraram mercados externos quando o mercado doméstico mostrou sinais de saturação e a guerra de preços reduziu margens. Barreiras nos ocidentais mudaram a estratégia: os Estados Unidos impuseram tarifas — 100% em setembro de 2024 e 154% em junho de 2025 —, e a União Europeia abriu investigações e aplicou barreiras em outubro de 2024.

Em reação, muitas empresas voltaram-se para o Sul Global, com foco especial na África. O continente deixou de ser apenas fonte de cobalto, lítio e terras raras e passou a ser visto também como mercado consumidor e local de produção. Exemplos concretos incluem planos da BYD para quase triplicar sua rede de concessionárias na África do Sul até 2026; a expansão da Chery na África do Sul e no Quênia, dirigida à classe média; e a construção da que é descrita como a primeira gigafábrica de VEs da África pela Gotion em Kenitra, com abertura prevista para junho de 2026.

Governos africanos tomam medidas para atrair investimentos: alguns países já são produtores automotivos estabelecidos, como África do Sul, Marrocos e Egito, enquanto novos entrantes — Quênia, Ruanda e Uganda — buscam saltar etapas. O Quênia adotou incentivos fiscais e carregamento rápido, e Nairóbi lançou uma frota de ônibus elétricos. Roam Motors, no Quênia, recebeu financiamento do US DFC, e a agência alemã GIZ apoia eficiência do transporte.

  • Marrocos já exporta cerca de 80–90% de sua produção para a Europa e quer que até 60% das exportações sejam elétricas até 2030.
  • Uganda introduziu sua Política Nacional de Mobilidade Elétrica em 2018 e almeja eletrificar todo o transporte público até 2030, e veículos de passageiros até 2040.

Analistas alertam, contudo, que a África pode permanecer em degraus baixos da cadeia de valor, com montagem em vez de fabricação avançada, e que benefícios podem ser desiguais. Há também preocupações sobre redes controladas por interesses chineses, soberania e custos ambientais e sociais da extração de minerais. Defensores pedem governança mais forte e inclusão local para garantir empregos justos e desenvolvimento sustentável.

Palavras difíceis

  • saturaçãoestado em que o mercado não cresce mais
  • margemdiferença entre preço e custo vendido
    margens
  • tarifaimposto sobre produtos importados
    tarifas
  • investigaçãoprocedimento oficial para examinar algo
    investigações
  • gigafábricafábrica muito grande de baterias ou carros
  • cadeia de valorsequência de etapas para produzir e vender
  • montagemjuntar peças sem fabricar componentes complexos
  • soberaniacapacidade de tomar decisões independentes

Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.

Perguntas para discussão

  • Que benefícios e problemas a expansão de montadoras chinesas pode trazer para países africanos? Use exemplos do texto.
  • Que políticas governamentais africanas, mencionadas no artigo, parecem mais eficazes para atrair investimentos? Por quê?
  • Como governos africanos poderiam aumentar a participação local na cadeia de valor em vez de ficar só com montagem?

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