Uma equipe internacional descreveu uma fórmula que integra elongação rápida, movimento direcional e produção de células de contato para explicar como os cipós se enrolam e se fixam aos hospedeiros. Os pesquisadores estudaram cipós do feijão-comum e destacaram as fibras G — células contráteis que ajudam os ramos a dobrar — como fundamentais para o entrelaçamento.
O estudo, publicado na revista New Phytologist, inclui autores como Joyce Onyenedum, Lena Hunt e Charles Anderson, com colaboradores do New York Botanical Garden, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da University of Michigan. Para testar a hipótese, compararam cipós normais com plantas modificadas para produzir excesso do hormônio brassinosteroide. Essas plantas mostraram desenvolvimento reduzido das fibras G; os cipós alterados alongaram-se muito rapidamente, mas apresentaram movimentos sem direção clara e foram descritos como "cipós preguiçosos".
A equipe também identificou uma família de genes ligada à fórmula e apontou um gene candidato, XTH5, que está ativo durante o desenvolvimento das fibras G. Segundo os autores, genes como XTH5 permitem remodelar as paredes celulares, e essa remodelação é crítica para movimentos como o entrelaçamento. O financiamento incluiu um CAREER Award da National Science Foundation (240167) e vídeos e imagens de apoio vieram do Onyenedum Lab na New York University.