Pesquisadores do Skoler Horbach Family Laboratory of Neural Dynamics and Cognition, liderados por Priya Rajasethupathy, publicaram um estudo na revista Nature que desafia a visão do interruptor simples na formação da memória. Eles mostram que a persistência das impressões depende de uma cascata de temporizadores moleculares.
Esses temporizadores atuam em várias regiões do cérebro em vez de um único ponto. A equipe identificou o tálamo como um nó inesperado e central na transição de memórias de curto prazo para memórias de longo prazo. O laboratório relacionou o tálamo a programas genéticos que estabilizam gradualmente memórias individuais.
O novo quadro teórico sugere que a memória pode ser mais flexível e mais suscetível a intervenções. Os autores apontam que as descobertas abrem possibilidades para novas abordagens terapêuticas, incluindo estudos sobre a doença de Alzheimer, embora as implicações clínicas precisem ser melhor definidas.
Palavras difíceis
- persistência — continuação ou manutenção de algo no tempo
- cascata — sequência de processos que acontecem em ordem
- temporizador — mecanismo que mede ou controla o tempotemporizadores
- tálamo — parte do cérebro que processa informação sensorial
- transição — mudança de um estado ou situação para outro
- estabilizar — tornar mais firme ou duradouro algoestabilizam
- suscetível — mais fácil de ser afetado por algo
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Como você acha que descobrir o papel do tálamo pode influenciar tratamentos para problemas de memória?
- Que tipo de intervenções você imaginaria para proteger memórias de longo prazo?
- Quais vantagens e desvantagens podem surgir se a memória for mais suscetível a intervenções?
Artigos relacionados
Desigualdade e o risco das pandemias
Matthew M. Kavanagh, diretor do Georgetown University Center for Global Health Policy and Politics, alerta que a desigualdade aumenta a vulnerabilidade a pandemias. Ele propõe mudanças em finanças, tecnologia e políticas sociais para reduzir esse risco.
Sensor genético torna sinais moleculares visíveis na ressonância magnética
Pesquisadores da University of California, Santa Barbara desenvolveram um sensor proteico codificado geneticamente que torna atividade molecular visível por ressonância magnética. O sistema modular usa aquaporina e pode ajudar a estudar câncer, neurodegeneração e inflamação.