A raiva continua a ser um grave problema de saúde pública e económico na Tanzânia, com cerca de 1,500 mortes anuais por infeções segundo a Organização Mundial da Saúde. O custo da série completa de profilaxia pós-exposição (PEP) é de US$100, valor inacessível para muitos, porque mais de 40 por cento da população vive abaixo da linha internacional de pobreza e ganha apenas US$2.15 por dia, segundo o Banco Mundial.
O país adotou a estratégia Zero by 30 e pretende reduzir para metade as mortes por raiva até 2030 e diminuir custos em US$10 million. A estratégia nacional foi oficialmente endossada pela Organização Mundial de Saúde Animal em 2025. A abordagem One Health enfrenta a raiva na origem, com campanhas de vacinação massiva de cães lideradas por pesquisadores como Kennedy Lushasi, do Ifakara Health Institute, em parceria com a University of Glasgow, em áreas como Lindi, Serengeti, Mtwara e a ilha de Pemba.
Em Pemba a vacinação levou à eliminação da raiva, e a ilha permanece livre da doença por over seven years. As autoridades também promovem o Integrated Bite Case Management, ligando serviços veterinários e de saúde pública para melhorar vigilância e uso adequado das vacinas humanas. Os desafios incluem aldeias remotas a 50 to 80 kilometres das cidades e a necessidade de manter vacinas entre 2 e 8 graus Celsius. Soluções como Zeepot e vacinas termotolerantes, recipientes de refrigeração inovadores e aplicações para monitorar a cobertura vacinal ajudam as equipas a alcançar comunidades fora da rede.
Além da saúde humana, a raiva causa perdas económicas, como na região de Mara, onde uma família perdeu eight cows no valor de over 6.4 million shillings (US$ 1,800). O apoio internacional cresceu: a Gavi começou a apoiar a introdução de vacinas antirrábicas em programas de imunização rotineira em 2024 em more than 50 countries. Especialistas dizem que ampliar a vacinação de cães, manter a cadeia fria, reforçar a vigilância e garantir compromisso político pode tornar viável a eliminação de mortes humanas por raiva até 2030 na Tanzânia e além.
Palavras difíceis
- profilaxia — tratamento preventivo após exposição a doençaprofilaxia pós-exposição (PEP)
- inacessível — difícil ou impossível de obter ou pagar
- cadeia fria — sistema de transporte e armazenagem refrigerada
- termotolerante — que resiste a temperaturas elevadas sem estragartermotolerantes
- vigilância — monitorização contínua de doenças e casos
- endossar — dar apoio oficial a uma ideia ou planoendossada
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Acha realista eliminar as mortes humanas por raiva até 2030 na Tanzânia? Explique os motivos.
- Quais vantagens e limitações vê no uso de soluções como Zeepot e vacinas termotolerantes em zonas remotas?
- De que forma o apoio internacional, por exemplo da Gavi, pode alterar a campanha de vacinação local?
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