Sabar Bonda (2025) explora vidas queer no campo e a pertença fora da cidade. O realizador Rohan, que cresceu numa casa de um só quarto numa favela de Mumbai, mistura experiência pessoal e ficção para tratar do luto, do desejo e da família.
A narrativa acompanha Anand (Bhushan Manoj), um trabalhador de call centre, que regressa à sua aldeia em Maharashtra para o período tradicional de luto de dez dias depois da morte do pai. Lá reencontra Balya (Suraaj Suman), um agricultor local, e desenvolve um laço terno enquanto enfrenta pressão familiar para casar. A mãe de Anand apoia‑o discretamente e depois cria espaço para que Anand e Balya vivam juntos.
O contexto jurídico é relevante: em 2023 a Suprema Corte da Índia analisou petições em Supriyo v. Union of India sobre casamento queer. O Tribunal não concedeu plenos direitos de casamento, mas afirmou a autenticidade das vidas queer e pediu ao governo que considere um quadro legal. O filme ganhou o World Cinema Grand Jury Prize no Sundance e recebeu 8.6/10 da Film Critics Guild.
Palavras difíceis
- filme — Produção audiovisual, como um longa-metragem.
- amor — Sentimento forte por outra pessoa.
- identidade — Como uma pessoa se vê, sua essência.
- morte — Fim da vida de uma pessoa.
- comunidade — Grupo de pessoas vivendo juntas.
- pressões — Forças que exigem reações ou decisões.
- apoio — Ajuda ou suporte a alguém.
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Perguntas para discussão
- Como você vê a representação de pessoas queer no cinema?
- Por que é importante abordar questões de pertencimento em filmes?
- De que maneira experiências pessoais podem moldar a narrativa de um filme?