Uma equipa liderada por Priya Rajasethupathy publicou na Nature Neuroscience uma investigação sobre como o cérebro filtra sinais úteis do ruído de fundo para manter a atenção. Os cientistas sequenciaram os genomas de quase 200 camundongos outbred de oito linhas parentais, incluindo ancestrais selvagens, para refletir diversidade genética humana.
Identificaram que níveis muito mais baixos do gene Homer1 no córtex pré-frontal estavam associados a melhor atenção. O lócus do gene explicou quase 20% da variação de atenção entre os animais. Estudos adicionais mostraram que duas isoformas curtas, Homer1a e Ania3, eram responsáveis pelo efeito.
Reduzir experimentalmente essas isoformas em camundongos adolescentes melhorou velocidade, precisão e resistência a distrações, mas a mesma alteração em adultos não teve efeito. A diminuição de Homer1 aumentou receptores de GABA nos neurónios, criando uma linha de base mais silenciosa e explosões de atividade focadas quando surgiam sinais externos.
Palavras difíceis
- filtrar — separar sinais úteis do que é irrelevantefiltra
- sequenciar — determinar a ordem dos componentes de um genomasequenciaram
- genoma — conjunto completo de material genético de um organismogenomas
- isoforma — versão diferente de um mesmo gene ou proteínaisoformas
- receptor — proteína na célula que recebe sinais químicosreceptores
- neurónio — célula do sistema nervoso que transmite sinaisneurónios
- lócus — posição específica de um gene no cromossoma
- linha de base — condição inicial antes de ocorrer uma mudança
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Por que acha que a redução das isoformas teve efeito em adolescentes, mas não em adultos?
- De que forma a diversidade genética dos camundongos pode ajudar a estudar diferenças de atenção em humanos?
- Que vantagens e riscos podem existir ao alterar a atividade de um gene para melhorar a atenção?
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