A ressonância magnética usa campo magnético e ondas de rádio para ver a estrutura do corpo, mas normalmente não mostra mudanças moleculares dentro das células. Pesquisadores da University of California, Santa Barbara criaram um sensor codificado geneticamente que a MRI consegue detectar dentro das células.
O sensor chama-se MAPPER e usa aquaporina, uma proteína que forma um canal por onde passa a água. A equipa concentrou-se no movimento da água porque ele afeta o sinal da ressonância magnética. Componentes do sensor podem ser trocados para detectar diferentes processos.
Os autores descrevem quase dez variações do sistema e esperam usar a técnica em estudos com animais, reduzindo a necessidade de sacrificar animais para medições internas.
Palavras difíceis
- ressonância magnética — exame que usa campo magnético e ondas de rádio
- sensor — dispositivo que detecta sinais ou mudanças
- aquaporina — proteína que forma um canal para água
- proteína — molécula do corpo que realiza funções
- detectar — perceber ou localizar algo com um sensor
- sacrificar — matar um animal para estudo científico
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha importante reduzir o sacrifício de animais em pesquisas? Por quê?
- Como você imagina que um sensor dentro das células pode ajudar os estudos médicos?
- Você já fez ou conhece algum exame como ressonância magnética? Como foi a experiência?
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