Um estudo publicado na Nature Neuroscience concluiu que o cérebro prevê palavras olhando para grupos gramaticais, ou constituintes, e não apenas tentando adivinhar a próxima palavra. Os autores explicam que o processo humano de previsão envolve frases inteiras em vez de uma única palavra.
Os investigadores trabalharam com falantes de mandarim e usaram magnetoencefalografia (MEG) para registar a atividade cerebral. Também aplicaram testes Cloze, em que palavras são retiradas de frases e as pessoas preenchem as lacunas. Para comparar, usaram grandes modelos de linguagem, treinados para prever só a próxima palavra, e mediram a previsibilidade com conceitos como entropia e surpresa.
O estudo mostra que a previsão humana depende de blocos gramaticais e que os modelos atuais não refletem totalmente essa sensibilidade.
Palavras difíceis
- constituinte — grupo de palavras com função gramatical numa fraseconstituintes
- magnetoencefalografia — técnica que regista atividade magnética cerebral
- prever — tentar saber ou adivinhar algo antesprevê
- entropia — medida da incerteza ou aleatoriedade numa previsão
- surpresa — grau que uma palavra é inesperada num contexto
- modelo — programa que gera texto com base em dadosmodelos
- previsibilidade — grau em que uma palavra pode ser prevista
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha fácil adivinhar a próxima palavra numa frase? Por quê?
- Os computadores conseguem prever frases como os humanos? O que pensa sobre isso?
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