Uma equipe liderada por Chris Law, da University of Washington, mediu formas esqueléticas em mais de 850 espécimes conservados em 17 museus. A amostra abrangeu quase 200 espécies no total, incluindo espécies que vivem hoje e espécies extintas.
Os resultados indicam que os ancestrais dos felinos e dos canídeos lembravam animais similares ao mangusto, com corpo alongado e orelhas pequenas e arredondadas. A análise sugere que duas transições climáticas antigas coincidiram com mudanças na forma corporal dos carnívoros.
A Transição Eoceno-Oligoceno, há cerca de 34 milhões de anos, parece ter impulsionado mudanças entre famílias. Já a Transição Climática do Mioceno Médio, entre 15 e 13 milhões de anos atrás, coincidiu com mudanças dentro das famílias, como diferenças entre espécies de canídeos. Os autores publicaram os resultados em Proceedings of the Royal Society B e pedem mais pesquisas sobre as ligações com o clima atual.
Palavras difíceis
- equipe — grupo de pessoas que trabalham juntas
- espécime — um exemplo físico de um organismo conservadoespécimes
- conservado — mantido em bom estado para estudoconservados
- amostra — conjunto pequeno que representa um todo maiorA amostra
- ancestral — organismo do qual outros descendem no passadoancestrais
- transição climática — mudança grande e duradoura no clima
- coincidir — acontecer ao mesmo tempo que outra coisacoincidiram
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Por que é importante estudar espécimes conservados em museus para entender a evolução dos animais?
- Como mudanças na forma corporal dos carnívoros podem afetar sua vida ou comportamento?
- Que tipos de pesquisas sobre o clima atual você acha que ajudariam a entender as ligações citadas pelos autores?
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