Marte evoluiu durante cerca de 4.5 bilhões de anos; hoje sua atmosfera tem apenas cerca de 0.6% da terrestre, mas já foi mais densa e suportou água líquida. Uma equipe liderada pela Georgia Tech, com participação do PLANETAS Lab e de outras instituições, investigou como mudanças atmosféricas alteraram paisagens sedimentares marcianas.
Os pesquisadores publicaram o trabalho em Communications Earth & Environment e realizaram mais de 70 experimentos em uma câmara de simulação de Marte. Testaram misturas de água e sedimento sob diferentes pressões e temperaturas que o planeta já teve. Os resultados mostram que pressões mais altas produzem fluxos e depósitos parecidos com os da Terra, enquanto a perda de atmosfera após o Noachian levou a processos dominados por congelamento e ebulição, com morfologias diferentes.
Os autores defendem que comparar morfologias de laboratório com dados de sensoriamento remoto pode ajudar a datar o paleoclima e melhorar interpretações de rovers e observações orbitais.
Palavras difíceis
- atmosfera — camada de gases que envolve um planeta
- sedimento — partículas de rocha ou areia depositadas
- pressão — força do ar por unidade de áreapressões
- congelamento — quando a água passa ao estado sólido
- ebulição — quando um líquido vira vapor por calor
- morfologia — forma e estrutura das feições da superfíciemorfologias
- simulação — experimento que imita condições reais em laboratório
- paleoclima — clima de períodos antigos de um planeta
- sensoriamento remoto — obtenção de dados por instrumentos a distância
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha importante simular condições marcianas em laboratório? Por quê?
- De que forma a perda de atmosfera poderia mudar a aparência das paisagens marcianas?
- Como comparar morfologias de laboratório com dados orbitais pode ajudar uma missão de rover?
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