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Estudo questiona perguntas do PHQ e propõe mudança — Nível B2 — a close up of a typewriter with a paper that reads mental health

Estudo questiona perguntas do PHQ e propõe mudançaCEFR B2

29/12/2025

Nível B2 – Intermediário-avançado
6 min
310 palavras

Um estudo publicado na revista JAMA Psychiatry aponta problemas na redação do Patient Health Questionnaire (PHQ), instrumento padrão de triagem de saúde mental usado desde a década de 1990 e exigido por agências como os National Institutes of Health. A pesquisa foi liderada por Zachary Cohen, professor assistente do departamento de psicologia da U of A, College of Science, que dirige o Personalized Treatment Lab.

Os autores investigaram a instrução que pergunta se a pessoa tem sido "incomodada por" determinada lista de sintomas e, em seguida, solicita a frequência com opções que vão de "quase todos os dias" a "de forma alguma". Cerca de 850 participantes primeiro preencheram um PHQ. Depois receberam um cenário hipotético: imaginar dormir em excesso quase todos os dias durante uma semana, mas não se sentir incomodado por isso, por exemplo nas férias, e foram questionados se responderiam "de forma alguma" ou "quase todos os dias" nesse caso. As respostas foram inconsistentes: apenas 328 participantes (38%) escolheram "de forma alguma" no hipotético, e somente 146 (17%) disseram que responderiam futuros PHQs segundo o quanto eram "incomodados por" os sintomas, em vez de apenas pela frequência.

Cohen e colegas ressaltam que a inconsistência pode gerar dados enganosos; por exemplo, medições passivas de sono por smartwatches podem conflitar com respostas do PHQ, e a perda de apetite causada por medicamentos GLP-1, como Ozempic, poderia ser interpretada incorretamente como sintoma depressivo se o elemento do incômodo for ignorado. Como passo prático, os autores propõem alterar a redação para separar frequência e sofrimento — por exemplo perguntar diretamente sobre a frequência do sintoma ou enfatizar se o sintoma "incomoda" a pessoa — e pedem estudos adicionais para testar se essas mudanças melhoram a avaliação.

Coautores adicionais vêm de University of Manchester; University of Iceland; Ivo Pilar Institute of Social Sciences; KU Leuven; Yale University; e Leiden University. Fonte: University of Arizona.

Palavras difíceis

  • redaçãotexto ou formulação de pergunta
  • triagemprocesso de seleção ou avaliação inicial
  • instruçãotexto que orienta como responder questionário
  • sintomaalteração ou sinal de doença ou problema
    sintomas
  • incomodarcausar desconforto ou aborrecer alguém
    incomodada, incomodado, incomoda
  • frequêncianúmero de vezes que algo ocorre
  • inconsistentefalta de coerência entre respostas ou dados
    inconsistentes
  • enganosoque podem dar informação falsa ou errada
    enganosos

Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.

Perguntas para discussão

  • Como a ambiguidade na redação de um questionário pode afetar decisões clínicas e pesquisas? Dê exemplos práticos.
  • Que vantagens e desvantagens vê em separar perguntas sobre frequência e sobre incômodo ao avaliar sintomas?
  • Como tecnologias como smartwatches deveriam ser usadas junto com questionários como o PHQ para melhorar avaliações de saúde mental?

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