Em 2020, durante a pandemia, faltou por quase um ano um gel laboratorial importante. Jane Baude começou o doutorado na UC Santa Barbara e, com o professor Ryan Stowers, decidiu criar um substituto sintético.
A equipa desenvolveu um gel à base de algas e publicou os resultados na revista Science Advances. O gel sustenta tecido mamário normal e pode ser alterado para controlar como as células crescem. Mudando as propriedades mecânicas e bioquímicas, os pesquisadores podem estudar como o ambiente físico influencia as células.
Palavras difíceis
- substituto — algo que serve no lugar de outro
- sintético — feito pelo ser humano, não natural
- alga — planta pequena que vive na águaalgas
- sustentar — manter ou suportar algo, dar apoiosustenta
- tecido — conjunto de células que forma parte do corpo
- propriedade — característica ou qualidade de uma coisapropriedades
- pesquisador — pessoa que faz estudos científicospesquisadores
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha importante criar substitutos sintéticos em laboratórios? Por quê?
- Já ouviu falar de uso de algas em ciência? Que ideias lhe ocorrem?
- Como acha que mudar propriedades do gel ajuda a estudar as células?
Artigos relacionados
Fumar cannabis e dieta processada aumentam risco para o coração
Estudo de laboratório sugere que fumar cannabis eleva o risco de problemas cardíacos, especialmente quando combinado com uma dieta rica em alimentos processados e óleos de sementes. A combinação pode enfraquecer o sistema imunitário.
Estudo encontra muitos falso-negativos no teste Abbott-Bioline
Um estudo publicado na Malaria Journal diz que o teste rápido Abbott-Bioline dá muitos falso-negativos na detecção da malária no Sudeste Asiático. A pesquisa foi feita na fronteira Tailândia–Myanmar entre October 2024 e January 2025.
Novartis apresenta GanLum, novo tratamento contra a malária
A Novartis anunciou o GanLum, com a molécula ganaplacide, que mostrou forte eficácia em ensaio final com mais de 1,600 pacientes. Pode reduzir a transmissão e enfrentar a resistência a medicamentos, e chegar ao mercado em 2027.