A desinformação espalha-se com facilidade nas redes sociais, e um novo estudo tenta explicar por que muitas pessoas aceitam e partilham notícias falsas. Várias universidades estiveram envolvidas nesta pesquisa.
Os investigadores criaram o Modelo COP para olhar três fatores em cada notícia: veracidade (se é verdadeira), apelo emocional (se provoca sentimentos) e relevância (se tem ligação à vida da pessoa). Para testar o modelo, analisaram mais de 10.000 mensagens sobre COVID-19 e mediram gostos e respostas.
Os resultados mostram que o tom emocional, especialmente emoções negativas, aumenta gostos e partilhas. Os autores propõem usar sinais das plataformas e ensinar literacia mediática, como em países que já incluem isso nas escolas.
Palavras difíceis
- desinformação — informação falsa que circula entre pessoas
- veracidade — grau em que algo é verdadeiro
- apelo emocional — capacidade de provocar sentimentos numa pessoa
- relevância — ligação entre um assunto e a vida pessoal
- investigador — pessoa que faz pesquisa ou estudo científicoinvestigadores
- literacia mediática — conhecimento para avaliar e usar notícias corretamente
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você já viu notícias falsas nas redes sociais? O que fez quando as viu?
- Acha importante ensinar literacia mediática nas escolas? Por quê?
- Quando vê uma notícia com tom emocional forte, costuma partilhar ou esperar mais informação?
Artigos relacionados
Células mudam de saudável para doente por um ponto de inflexão mecânico
Pesquisadores da Washington University e da Tsinghua descobriram um ponto de inflexão mecânico que faz a fibrose avançar de forma súbita. O estudo explica o papel do colágeno, do entrecruzamento e da comunicação mecânica entre células.
Estudo liga pouco as turbinas a problemas de saúde
Pesquisadores de três universidades analisaram dados longitudinais de mais de 120.000 domicílios próximos a turbinas instaladas entre 2011 e 2023. O estudo não encontrou impactos moderados ou grandes na saúde, embora efeitos muito pequenos não possam ser descartados.