A esperança de vida nos EUA avançou pouco na década de 2010 e permanece abaixo dos níveis de outros países ricos. Para explicar isso, pesquisadores publicaram um estudo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
A equipe, que incluiu Leah Abrams e colaboradores de várias universidades, examinou certidões de óbito de residentes nascidos entre a década de 1890 e a década de 1980, avaliando mudanças na mortalidade de 1979 a 2023 por faixas etárias e ao longo do tempo. Eles analisaram mortes por todas as causas e por três grupos principais: doenças cardiovasculares, câncer e causas externas (como overdoses, suicídios, homicídios e acidentes).
Os resultados mostram que algumas coortes, especialmente pessoas nascidas no fim da Geração X e no início dos Millennials, têm mortalidade mais alta que seus predecessores. O estudo sugere que múltiplas crises sobrepostas, e não uma única causa, podem explicar a tendência. Os autores dizem que os achados levantam questões importantes para políticas de saúde pública e pesquisas futuras.
Palavras difíceis
- esperança de vida — média de anos que uma pessoa vive
- certidão de óbito — documento oficial que registra a mortecertidões de óbito
- mortalidade — número de mortes numa população
- faixa etária — grupo de pessoas por idadefaixas etárias
- doença cardiovascular — problema no coração ou vasos sanguíneosdoenças cardiovasculares
- causa externa — morte por fatores externos como acidentescausas externas
- coorte — grupo de pessoas nascidas numa mesma épocacoortes
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Que efeitos podem ter “múltiplas crises sobrepostas” na vida diária das pessoas? Dê um exemplo.
- Que medidas de políticas de saúde pública você acha que poderiam responder aos achados do estudo?
- Na sua opinião, por que é importante analisar mortes por faixas etárias e coortes ao estudar mudanças na mortalidade?
Artigos relacionados
Rastreio e genética do câncer de próstata na África
Testes precoces e mais investigação genética são essenciais para enfrentar o aumento do câncer de próstata na África. Um grande estudo identificou regiões genéticas ligadas a maior risco e especialistas pedem mais investimento local em pesquisa e rastreio.
GLO1 protege o cérebro do excesso de cálcio ligado ao Alzheimer
Pesquisadores da Yale descrevem um mecanismo protetor nos cérebros jovens: a proteína GLO1 aumenta quando o cálcio intracelular sobe, mas a sua atividade cai com a idade. Isso pode afetar a memória e a resistência à neurodegeneração.
Líderes africanos pedem maior controlo regional da investigação em saúde
Com a ajuda externa a cair 70% desde 2021, investigadores africanos pedem mais liderança local em investigação, desenvolvimento e inovação em saúde. Há exemplos de fábricas e centros científicos e propostas de políticas públicas.