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Física de partículas ajuda a mapear a poluição do ar em tempo real — Nível B2 — aerial view of city near body of water during daytime

Física de partículas ajuda a mapear a poluição do ar em tempo realCEFR B2

9/09/2025

Nível B2 – Intermediário-avançado
7 min
363 palavras

Pesquisadores sul-africanos adaptaram técnicas da física experimental de partículas para construir o AI_r, um sistema que monitora a qualidade do ar em tempo real. A solução integra uma rede de sensores posicionados em pontos com elevada poluição, tecnologia de Internet of Things de baixo custo e algoritmos de inteligência artificial. Segundo os desenvolvedores, a abordagem dispensa a infraestrutura tradicional e dispendiosa de monitoramento.

A poluição do ar é um grave problema de saúde pública: a Organização Mundial da Saúde estima quase 7 milhões de mortes anuais, com 89 por cento ocorrendo em países de baixa e média renda. O Banco Mundial calculou custos de saúde até US$6 trilhão por ano devido à poluição externa. Bruce Mellado, investigador principal do South African Consortium of Air Quality Monitoring e membro da equipa do CERN que descobriu o bóson de Higgs, alertou que, na África, a má qualidade do ar já supera HIV, malária e tuberculose em número de mortes.

O projeto começou com um piloto em escolas de Soweto e demonstrou que picos locais de poluição podem deslocar-se pela cidade e afetar populações distantes; uma única queima pode comprometer a qualidade do ar até dez quilómetros. Dados da OpenAQ de 2024 mostram lacunas de monitoramento: mais de um terço dos países não medem a poluição e quase 1 bilhão de pessoas vivem em países sem qualquer programa de monitoramento. Vumile Senene, da Clean Air Fund, salientou que 40 por cento dos sul-africanos vivem a mais de 25 quilómetros da estação de monitoramento mais próxima.

Na nova fase, iniciada no mês passado, serão instalados 500 sensores no distrito de Sedibeng, ao sul de Joanesburgo, área onde vivem cerca de 1 milhão de pessoas. Mellado descreveu a rede como a maior em África, numa só área, e sugeriu que ela pode servir de exemplo para outras províncias e países. O projeto tem o apoio dos governos da África do Sul, do Reino Unido e do Canadá, do CERN e dos iThemba Labs, recebeu o prémio Global South eHealth Observatory (ODESS) da Pierre Fabre Foundation, a ser entregue em outubro, e os investigadores afirmam que será preciso mais financiamento para desenvolver uma abordagem continental.

Palavras difíceis

  • monitoramentoação de acompanhar a qualidade do ar
  • sensoraparelho que mede poluição ou outros dados
    sensores
  • algoritmoconjunto de regras para analisar e processar dados
    algoritmos
  • infraestruturaconjunto de estruturas e serviços necessários
  • dispendiosoque exige muito dinheiro ou recursos
    dispendiosa
  • lacunafalta de informação ou de medição
    lacunas
  • pilotoexperiência inicial para testar um projeto
  • picoaumento rápido e breve de concentração poluente
    picos

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Perguntas para discussão

  • Que vantagens e limitações vê numa rede de sensores de baixo custo comparada com estações tradicionais de monitoramento? Explique com base no texto.
  • Como uma rede local de sensores, como a descrita, pode ajudar as autoridades a proteger a saúde pública? Dê exemplos práticos.
  • Que dificuldades financeiras ou de governação podem surgir ao tentar expandir este projeto para outras províncias ou para todo o continente?

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