No distrito de Mbarara, no Oeste de Uganda, a avicultora Susan Ddamulira gere um plantel de 2,000 aves há quatro anos sem qualquer visita veterinária. Muitos pequenos produtores tratam sinais de doença rapidamente com antibióticos para evitar perdas, porque os cuidados veterinários são limitados e caros; inspeções por vezes cobram mais de 100,000 Ugandan shillings (about US$30).
Produtores usam antibióticos para prevenção, tratamento e promoção de crescimento, adicionando medicamentos à água ou à ração e por vezes administrando doses mais baixas ou versões mais baratas. Essas práticas, juntamente com fraca regulamentação e serviços escassos, estão a impulsionar a resistência aos antimicrobianos, que afeta gado, culturas, ecossistemas e a saúde humana.
Dados regionais mostram a escala do problema: a Africa CDC relata uma taxa de mortalidade de 27.3 deaths per 100,000 por resistência, e a OMS alerta que 4.1 million pessoas em África poderiam morrer até 2050. Pesquisas estimaram 5,620 mortes em Uganda em 2021, com maior número entre crianças menores de cinco anos. Especialistas pedem vigilância integrada, melhor qualidade de medicamentos e educação para mudar comportamentos.
Palavras difíceis
- avicultor — pessoa que cria aves para produçãoavicultora
- plantel — conjunto de aves ou animais numa exploração
- antibiótico — medicamento que mata ou impede bactériasantibióticos
- resistência — capacidade de microrganismos resistir a medicamentos
- regulamentação — conjunto de leis ou regras que controlam atividade
- vigilância — observação e controle contínuo de um problema
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Como a limitação e o custo dos cuidados veterinários influenciam as decisões dos produtores na sua opinião?
- Que medidas simples poderiam reduzir o uso de antibióticos em pequenas explorações?
- Você acha que melhorar a regulamentação e a qualidade dos medicamentos ajudaria as comunidades locais? Por quê?
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