Pesquisadores desenvolveram os menores robôs autônomos totalmente programáveis, com tamanho comparável a muitos microrganismos. Eles nadam na água, conseguem sentir e reagir ao ambiente, funcionam por meses e têm custo muito baixo por unidade.
Os dispositivos são alimentados por luz: pulsos luminosos dão energia e também enviam programação. Cada robô tem um identificador único, o que permite instruções individuais. Um lote descrito em Science Robotics inclui sensores de temperatura e comunica as medições por movimentos oscilantes.
O desenho de propulsão evita partes móveis; os robôs geram um campo elétrico que empurra íons no líquido, deslocando moléculas de água e criando a força de movimento. Os computadores dos robôs operam com potência muito baixa e usam painéis solares para coletar energia. Equipes diferentes desenvolveram propulsão e computação e depois uniram esforços. Os autores dizem que essas máquinas podem avançar a medicina e beneficiar a manufatura em micraescala.
Palavras difíceis
- autônomo — que funciona sem controle externoautônomos
- programável — que se pode instruir com código ou comandosprogramáveis
- microrganismo — ser vivo muito pequeno, visível ao microscópiomicrorganismos
- sensor — aparelho que mede alguma condição físicasensores
- propulsão — sistema que gera movimento ou empuxo
- íon — partícula eletricamente carregada num líquidoíons
- manufatura — produção de peças ou produtos em escala industrial
- micraescala — tamanho ou processo na escala de micrômetros
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- De que maneiras estes robôs muito pequenos poderiam ajudar a medicina na sua opinião?
- Quais vantagens a micraescala pode trazer para a manufatura?
- Você teria preocupações sobre o uso de robôs tão pequenos no ambiente? Por quê?
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