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Novos modelos mudam a visão sobre Urano e Netuno — Nível B2 — a tent in the snow with mountains in the background

Novos modelos mudam a visão sobre Urano e NetunoCEFR B2

15/12/2025

Adaptado de U. Zurich, Futurity CC BY 4.0

Foto de ruedi häberli, Unsplash

Nível B2 – Intermediário-avançado
5 min
297 palavras

Cientistas da University of Zurich publicaram novos modelos que mudam a forma como se pensa sobre o interior de Urano e Netuno. A equipa, liderada por Luca Morf e iniciada por Ravit Helled, explica que modelos anteriores tinham limites: os modelos físicos exigiam suposições excessivas e os modelos empíricos eram demasiado simplistas. Para contornar isso, combinaram ambas as abordagens e construíram modelos interiores que são ao mesmo tempo "agnósticos" e fisicamente consistentes.

O método começa por gerar um perfil de densidade aleatório para o interior do planeta. A equipa calcula depois o campo gravitacional que coincide com observações e, a partir disso, infere uma composição possível. Esse ciclo é repetido muitas vezes até encontrar as soluções que melhor correspondem aos dados. Com essa técnica, mostram que os interiores não precisam de ser dominados por gelo (normalmente representado por água): podem ser ricos em água ou em rocha. A conclusão aproxima-se da descoberta de que Plutão é dominado por rocha.

O estudo também propõe uma explicação para os campos magnéticos incomuns de Urano e Netuno. Ao contrário do campo terrestre, claramente dipolar, os campos desses planetas têm múltiplos polos. Os modelos incluem camadas de "água iônica" que geram dinamos em locais que explicam os campos não dipolares observados, e indicam que o campo magnético de Urano se origina mais profundamente do que o de Netuno.

Os autores salientam que persistem incertezas porque o comportamento dos materiais sob pressões e temperaturas extremas não é bem conhecido, o que pode influenciar os resultados. Helled e Morf concluem que os dados atuais não permitem distinguir claramente se ambos os planetas são gigantes rochosos ou gigantes de gelo, pelo que defendem missões dedicadas a Urano e Netuno. A pesquisa aparece em Astronomy & Astrophysics e tem como fonte a University of Zurich.

Palavras difíceis

  • agnósticoque não assume uma hipótese fixa
    agnósticos
  • densidadequantidade de massa por volume
  • campo gravitacionalforça de atração exercida pelo planeta
  • composiçãotipo e quantidade de materiais presentes
  • dínamoprocesso que gera um campo magnético
    dinamos
  • água iônicaágua com elétrons livres que conduzem
  • pressãoforça por área aplicada num material
    pressões
  • empíricobaseado em observações ou dados reais
    empíricos

Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.

Perguntas para discussão

  • Por que os autores defendem missões dedicadas a Urano e Netuno? Que informações novas essas missões poderiam fornecer?
  • Como a hipótese de interiores ricos em rocha em vez de gelo mudaria a nossa compreensão da formação desses planetas?
  • Que métodos ou experiências poderiam reduzir as incertezas sobre o comportamento de materiais sob pressões e temperaturas extremas?

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