Em 2014, em Lilongwe, Malawi, duas mulheres tiveram dor de cabeça que piorou ao longo de meses. Elas perderam a consciência e, ao chegar ao Kamuzu Central Hospital, descobriram que tinham HIV e meningite criptocócica. Os médicos usaram punções lombares para diminuir a pressão no crânio e aliviar as dores, mas isso nem sempre evita danos a longo prazo; uma das mulheres perdeu a visão há mais de dez anos.
O fungo entra pelo sistema respiratório e pode ficar dormente até o sistema imunitário enfraquecer. Os sintomas iniciais incluem dor de cabeça, febre e rigidez no pescoço; mais tarde podem surgir convulsões e problemas de visão. A OMS recomendava anfotericina por perfusão e flucitosina oral quatro vezes por dia, seguida de fluconazol. A flucitosina é difícil de tomar com náuseas, e às vezes usa-se sonda nasogástrica.
Um ensaio em Kamuzu tenta simplificar o tratamento com um pellet de libertação sustentada.
Palavras difíceis
- meningite — infecção ou inflamação das membranas do cérebro
- punção lombar — procedimento para retirar líquido da colunapunções lombares
- sistema imunitário — conjunto de órgãos que defende o corpo
- flucitosina — medicamento antifúngico tomado por via oral
- libertação sustentada — liberação lenta e contínua de medicamento
- sonda nasogástrica — tubo que entra pela boca até o estômago
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Perguntas para discussão
- O que você faria se tivesse dor de cabeça que piora durante meses?
- Você já teve que tomar um remédio várias vezes por dia? Como foi a experiência?
- Você preferiria um tratamento com libertação sustentada? Por quê?