Um relatório do International Panel of Experts on Sustainable Food Systems (IPES-Food), publicado na quarta-feira (25 February), diz que a aliança entre grandes empresas agrícolas e empresas de tecnologia torna ferramentas modernas inacessíveis para agricultores familiares. O texto diz que plataformas de nuvem e inteligência artificial atraem muitos investimentos e influenciam investigação e políticas.
O relatório explica que algumas ferramentas são muito caras, exigem ligação constante e funcionam por subscrição, o que impede o acesso de pequenos agricultores. Entre as tecnologias citadas estão agricultura de precisão, monitoramento por satélite, sistemas automatizados de pecuária e plataformas em nuvem.
Os autores também alertam para controlo de dados e riscos de biopirataria. Mostram exemplos de iniciativas de agricultores, como a Farmers’ Seed Network na China e a AGUAPAN no Peru, que guardou mais de 1,000 variedades nativas de batata.
Palavras difíceis
- relatório — Documento que explica resultados ou informações importantes
- aliança — Acordo entre grupos ou empresas que trabalham juntos
- agricultor familiar — Pessoa ou família que trabalha numa pequena fazendaagricultores familiares
- subscrição — Pagamento regular para usar um serviço ou produto
- agricultura de precisão — Uso de tecnologia para gerir a produção agrícola melhor
- biopirataria — Uso ou roubo de recursos biológicos sem permissão
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Como os custos e as subscrições dificultam o trabalho dos agricultores familiares?
- Por que o controlo de dados pode ser um problema para os agricultores?
- Que papel têm iniciativas como a Farmers’ Seed Network e a AGUAPAN?
Artigos relacionados
Proibição da Índia ao arroz leva países a buscar produção própria
A proibição indiana às exportações de arroz branco não basmati levou importadores a procurar maior autossuficiência e a investir em produção local e em arroz híbrido. Filipinas e países africanos já planejam ações para aumentar a oferta.