Investigadores lançaram o CODA, uma ferramenta de inteligência artificial que pretende fornecer dados mais precisos sobre causas de morte em locais com registos fracos. O projeto tem três anos e é financiado pela Fundação Gates; é liderado pela Vital Strategies com um consórcio de parceiros.
O sistema usa dados históricos para treinar o modelo e pode ser aplicado em contextos clínicos e comunitários. Nas comunidades, agentes de saúde realizam entrevistas post-mortem com familiares, e a ferramenta combina esses relatos com idade, género e causas locais frequentes, como a malária. Nas unidades de saúde, médicos podem inserir historial, observações e resultados de testes. Em vez de um veredicto final, o CODA fornece um nível de confiança na sua recomendação.
Dois parceiros universitários usam um conjunto de dados de mortes rigorosamente validadas, confirmadas por investigação post-mortem, para treinar e testar os modelos. Setel observou que as autópsias dão dados de melhor qualidade, mas são caras e de escala limitada. O projeto formará um comité científico para tratar questões éticas, legais e culturais.
Palavras difíceis
- registo — anotação oficial de dados sobre eventosregistos
- consórcio — grupo de organizações que trabalham juntas
- post-mortem — entrevista ou exame após a morte
- modelo — sistema treinado que faz previsões
- nível de confiança — medida da certeza numa recomendação
- autópsia — exame médico do corpo após morteautópsias
- validar — confirmar que algo é verdadeiro e corretovalidadas
- comité científico — grupo que analisa questões éticas e técnicas
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Perguntas para discussão
- Que vantagens e desvantagens vê no uso de entrevistas post-mortem para entender causas de morte?
- Como acha que um comité científico pode ajudar a resolver questões éticas deste projeto?
- De que forma a combinação de dados históricos e relatos locais pode melhorar os registos de morte?
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