No final de outubro e no início de dezembro, chuvas curtas não ocorreram em partes do oeste do Quénia. Em Kimilili, condado de Bungoma, milho, feijão e mandioca pararam de crescer na fase de floração e campos que antes eram verdes ficaram castanhos, levando a uma expectativa de colheita fraca.
As agricultoras sentem essas perdas com mais intensidade. Dinah Fwamba, mãe de quatro filhos da aldeia de Kanduyi, conta que "quando minhas culturas falham, atinge o âmaro da minha família". Em 2022 plantou com dois meses de atraso e a área rendeu oito sacas por acre em vez das habituais 17.
Pesquisadores afirmam que pragas e doenças causam até 40% mais perda pré-colheita do que fatores climáticos. Além disso, barreiras legais e matrimoniais limitam o acesso das mulheres a terra, crédito e insumos. Programas locais no Quénia e políticas em outros lugares tentam fornecer sementes, empréstimos e apoio técnico, mas faltam dados melhores para orientar ações.
Palavras difíceis
- floração — fase em que as plantas produzem flores
- colheita — ato de recolher a produção agrícola
- agricultora — mulher que trabalha no campoagricultoras
- render — produzir uma quantidade de produto agrícolarendeu
- praga — inseto ou doença que prejudica plantaçõespragas
- insumo — materiais e produtos usados na agriculturainsumos
- barreira — obstáculo que impede ou limita algobarreiras
- pré-colheita — período antes de colher a produção
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Perguntas para discussão
- Como o atraso no plantio, como o de Dinah, pode afetar a colheita e a vida da família?
- Que medidas locais ou políticas você sugeriria para melhorar o acesso das mulheres a terra, crédito e insumos?
- Por que são necessários dados melhores para orientar ações de apoio aos agricultores e agricultoras?
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