A equipa da University of Copenhagen acompanhou 130 pessoas com obesidade grave durante um ano, após estas terem feito uma dieta de baixas calorias e perdido em média 13,7 kg. Os participantes foram divididos em quatro grupos: exercício, liraglutida, exercício mais liraglutida e placebo.
Os investigadores mediram a espessura da parede da artéria carótida como marcador de risco cardiovascular. Ao fim de um ano, o grupo que se exercitou apresentou redução na espessura arterial e vários marcadores de inflamação diminuíram. Não houve melhoria nos grupos que receberam apenas liraglutida ou placebo.
O estudo mostrou que a medicação ajudou a manter a perda de peso, mas não substituiu o exercício. A atividade física média dos participantes foi modesta, cerca de duas horas e meia por semana, principalmente em aulas de spinning e treino em circuito.
Palavras difíceis
- obesidade — excesso grande de gordura corporalobesidade grave
- espessura — medida de quão grossa é uma parede
- artéria — vaso sanguíneo no pescoço que leva sangueartéria carótida
- marcador — sinal usado para indicar risco ou mudançamarcador de risco cardiovascular
- inflamação — resposta do corpo a lesão ou infeção
- medicação — remédios ou tratamento com fármacos
- liraglutida — medicamento usado para perda de peso
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Perguntas para discussão
- Você acha que duas horas e meia de exercício por semana são suficientes para reduzir o risco cardiovascular? Por quê?
- Qual atividade do estudo parece mais fácil de praticar regularmente: spinning ou treino em circuito? Explique a sua escolha.
- Se perdesse peso com dieta, preferiria usar medicação para manter a perda ou aumentar o exercício físico? Por quê?