Investigadores descobriram que uma variante genética é mais comum em crianças que desenvolveram cardiomiopatia dilatada após miocardite. O estudo comparou 32 crianças com ambas as condições a crianças com miocardite sem cardiomiopatia e a controles com coração saudável.
Os autores reportam que a diferença nas variantes genéticas entre os grupos foi estatisticamente significativa. As crianças com cardiomiopatia faziam parte do Pediatric Cardiomyopathy Registry (PCMR), financiado pelos National Institutes of Health.
Steven E. Lipshultz, autor correspondente e professor na University at Buffalo, disse que poucos médicos fazem os testes genéticos. A equipa descreve um modelo de "duplo golpe": uma mutação patológica presente desde o nascimento e depois uma infeção que causa miocardite. Essas mutações podem reduzir a reserva cardíaca e aumentar o risco de morte súbita e de miocardite recorrente.
A pesquisa foi publicada em Circulation Heart Failure e os estudos de genética foram liderados por Stephanie Ware, da Indiana University School of Medicine.
Palavras difíceis
- variante — uma forma diferente de um gene
- genética — estudo ou informação sobre os genes
- cardiomiopatia — doença do músculo do coraçãocardiomiopatia dilatada
- miocardite — inflamação do músculo do coraçãomiocardite recorrente
- mutação — alteração no gene presente no nascimentomutações, mutação patológica
- significativo — importante segundo análise de dadossignificativa
- reserva cardíaca — capacidade extra do coração em esforço
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha que crianças com miocardite deveriam fazer testes genéticos? Por quê?
- Como a identificação de uma mutação patológica poderia mudar o acompanhamento médico da criança?
- Que vantagens e dificuldades existem em estudar genética em crianças com doenças cardíacas?
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