No Quénia e na Nigéria, pessoas com deficiência que vivem em bairros urbanos pobres experimentaram dificuldades acentuadas durante a pandemia de COVID-19. Em Nairobi, por exemplo, Anna Nzioka ficou ferida num acidente em 2017, usa uma muleta e gere uma pequena costureira em Viwandani; o hospital que ela usa fica a cerca de 16.8 quilómetros e uma visita custava quase 350 shillings.
Em 2020, governos impuseram toque de recolher e limites de circulação. Muitos centros clínicos especializados fecharam ou foram convertidos em unidades de tratamento de COVID-19, o que reduziu o acesso, aumentou filas e elevou o custo dos medicamentos. Os confinamentos também obrigaram pequenos negócios a fechar e muitos perderam rendimento.
Um estudo por telefone em dois bairros precários de Nairobi, parte de um projeto com quatro países, mostrou forte interrupção no acesso à saúde e aumento de custos. Defensores pedem serviços mais próximos, maior capacidade dos agentes comunitários e informação acessível e equitativa.
Palavras difíceis
- deficiência — limitação física, mental ou sensorial que dificulta atividade
- toque de recolher — proibição de sair de casa em horários determinados
- confinamento — período em que pessoas ficam obrigadas a ficar em casaconfinamentos
- centro clínico — local onde se presta atendimento médico especializadocentros clínicos especializados
- rendimento — dinheiro que uma pessoa recebe pelo trabalho
- agente comunitário — pessoas que trabalham na comunidade para ajudar outrosagentes comunitários
- interrupção — ato de parar ou interromper um serviço ou atividade
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Como o fechamento de pequenos negócios pode afetar a vida diária de pessoas com deficiência em bairros precários?
- Que medidas locais seriam úteis para melhorar o acesso à saúde em bairros urbanos pobres?
- Conheces serviços comunitários na tua área? Como esses serviços poderiam ajudar durante uma crise de saúde?
Artigos relacionados
Yale identifica rotas que geram anticorpos IgA no intestino
Pesquisadores de Yale descobriram duas vias que produzem anticorpos IgA no intestino. A maior parte da IgA inicial não vem dos centros germinativos, mas as duas rotas têm especificidade e mutações semelhantes; o achado pode ajudar vacinas mucosas.
Sudão recorre à inteligência artificial para ajudar a saúde em guerra
O sistema de saúde do Sudão está sob forte pressão após quase dois anos de guerra. Autoridades dizem que a inteligência artificial pode ajudar onde faltam médicos e suprimentos, mas pedem mais apoio e profissionais.