A equipe liderada por Maria Steenland, com Benjamin Brown e Marie Thoma, atualizou comparações entre risco de morte por gravidez e por aborto usando dados mais recentes. Eles concluíram que o risco de mortalidade associado à gravidez (incluindo até um ano pós-parto) é muito maior do que o risco associado ao aborto.
O estudo encontrou que esse risco relativo é consideravelmente superior às estimativas anteriores. As estimativas anteriores usavam dados de 1998–2005; o trabalho atual usou dados de 2018–2021 e calculou uma média anual de mortes maternas por 100.000 nascidos vivos, com aumento observado em 2021.
Para produzir estimativas conservadoras, os autores analisaram registros nacionais de óbitos e nascimentos, dados sobre mortes relacionadas ao aborto e contagens de abortos. Removeram causas não específicas e excluiram mortes por COVID-19 e casos de aborto espontâneo ou autoinduzido. Os autores afirmam que forçar a continuação da gravidez pode aumentar risco de morte e defendem reduzir a mortalidade materna.
Palavras difíceis
- liderar — comandar um grupo ou pesquisaliderada
- atualizar — usar dados novos para modificaratualizou
- risco — possibilidade de ocorrer dano ou morte
- mortalidade — número de mortes numa população
- estimativa — cálculo aproximado baseado em dadosestimativas
- conservador — que procura evitar estimativas altasconservadoras
- registro — listas oficiais de nascimentos e óbitosregistros
- excluir — tirar algo da análise ou listaexcluiram
- defender — apoiar uma ideia ou uma açãodefendem
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Por que é importante usar dados mais recentes em estudos sobre mortalidade materna?
- Que medidas práticas você acha que poderiam ajudar a reduzir a mortalidade materna em um país?
- Como a exclusão de mortes por COVID-19 pode mudar os resultados de um estudo sobre mortalidade materna?
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