Uma nova pesquisa analisou como povos indígenas se adaptam à alta altitude nos altiplanos andinos. O estudo comparou dois grupos modernos: os Kichwa, que vivem nos altiplanos do Equador, e os Ashaninka, que habitam a bacia amazónica de baixa altitude junto à fronteira com o Peru.
Em vez de procurar apenas mudanças no DNA herdado, os investigadores estudaram o metiloma inteiro — alterações epigenéticas que mudam a expressão dos genes. Eles examinaram muito mais sítios do que muitos estudos anteriores e encontraram diferenças de metilação entre os grupos. Essas alterações ocorreram em genes como PSMA8 e FST e numa via chamada P13K/AKT, que tem relação com o sistema vascular e o músculo cardíaco. Os autores dizem que a epigenética pode ajudar a explicar traços observados em habitantes andinos de alta altitude.
Palavras difíceis
- metiloma — Conjunto de marcas químicas no ADN inteiro
- epigenética — Estudo de mudanças que alteram a expressão genéticaepigenéticas
- metilação — Processo de colocar marcas químicas no ADN
- altiplanos — Regiões altas e planas nas montanhas
- via — Caminho biológico de sinais e reações
- vascular — Relativo a veias e vasos do corpo
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você já visitou um lugar de alta altitude? Como foi a experiência?
- Por que, segundo o texto, a epigenética é importante para os habitantes andinos?
- Que diferenças você imagina entre viver no altiplano e na bacia amazónica?
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