Um novo estudo da University of Michigan indica que células produtoras de dopamina ajudam a reforçar habilidades enquanto as pessoas dormem. Neurónios dopaminérgicos do mesencéfalo tornam-se ativos durante o sono NREM pouco tempo depois que alguém aprende um novo movimento.
O pico de atividade surge à noite em simultâneo com fusos do sono, um sinal conhecido da consolidação da memória. Essa atividade sincronizada fortalece a memória motora e resulta numa melhoria da competência motora ao acordar.
Os autores sugerem que compreender essa ligação entre sono e dopamina pode ajudar a desenvolver tratamentos futuros que visem tanto o sono quanto as vias dopaminérgicas.
Palavras difíceis
- dopamina — substância química no cérebro ligada ao movimento e recompensa
- neurónio — célula do cérebro que envia sinais elétricosNeurónios
- mesencéfalo — parte do cérebro entre o tronco e os hemisférios
- consolidação — processo que torna uma memória mais estável
- fuso — sinal de sono em forma de ondafusos
- competência — capacidade para fazer uma tarefa bem
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você já percebeu melhora em uma habilidade depois de dormir?
- O que você faz para dormir bem quando está a aprender algo novo?
Artigos relacionados
Fertilizante orgânico com mosca-soldado-negra ajuda agricultores do Malawi
Pesquisadores desenvolveram um fertilizante a partir de frass da mosca-soldado-negra, biochar de casca de arroz e borra de café. Testes em aldeias do Malawi mostram plantas mais saudáveis e custos menores para agricultores.
Poluição por PM2.5 aumenta risco após cirurgia
Estudo na Wasatch Front, Utah, associou níveis altos de PM2.5 na semana anterior à cirurgia a maior risco de complicações pós-operatórias. Foram analisadas 49.615 cirurgias e os resultados foram publicados em Acta Anaesthesiologica Scandinavica.
África precisa de vigilância integrada entre saúde, animais e ambiente
Especialistas dizem que dados fragmentados atrasam a deteção de surtos na África. Um estudo One Health concluiu que o principal problema é o fraco fluxo de informação entre sectores e pede vigilância integrada e mais capacitação.