As alergias alimentares na infância têm desfechos diferentes. Alergias ao leite e ao ovo costumam desaparecer na infância; estudos apontam que até 90–95% das crianças acabam superando essas alergias. Já o amendoim e alguns frutos secos tendem a ser mais persistentes, e menos de 20% das crianças superam a alergia ao amendoim.
Especialistas citam vários fatores que influenciam a evolução: níveis iniciais e picos de IgE para um alimento, a gravidade das reações e o número de alergias presentes. Há também influência genética; por exemplo, variantes na filagrina associam-se a eczema e a risco de alergia ao amendoim. Não existe um teste genético que preveja com segurança a cura.
Clinicamente, a Imunoterapia Oral (OIT) é usada para induzir tolerância, especialmente para amendoim. O tratamento costuma envolver consultas no consultório ao longo de vários meses e, segundo especialistas, crianças mais jovens tendem a apresentar melhores resultados a longo prazo. A OIT eleva o limiar de reação, mas não garante tolerância permanente.
Palavras difíceis
- desfecho — resultado ou desenvolvimento final de um problemadesfechos
- superar — deixar de ter uma doença ou problemasuperando, superam
- persistente — que dura muito tempo ou não somepersistentes
- gravidade — intensidade ou seriedade de uma reação
- filagrina — proteína da pele ligada a problemas alérgicos
- imunoterapia oral — tratamento com pequenas doses por via oral
- tolerância — capacidade de não reagir a um alimento
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você consideraria a Imunoterapia Oral para uma criança com alergia ao amendoim? Por quê?
- Como as escolas podem ajudar crianças com alergias persistentes como a do amendoim?
- Que vantagens e limitações você vê na ideia de testes genéticos para alergias?
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