Dois artigos de equipes ligadas à Stony Brook University investigam como o musaranho-europeu comum reduz o cérebro e outros órgãos no inverno, o chamado fenômeno de Dehnel. Os estudos mostram que essa redução diminui as necessidades energéticas e que os órgãos recrescem na primavera.
O trabalho publicado em Genome Research relatou mudanças regulatórias na fosforilação oxidativa e aumento do metabolismo de ácidos graxos do outono para o inverno, padrões semelhantes aos observados em espécies que hibernam. Também houve expressão elevada de genes relacionados à gliconeogênese, ou seja, à produção de glicose a partir de fontes não-carboidrato, e aumento na sinalização FOXO.
O artigo em Molecular Biology and Evolution examinou como rearranjos cromossômicos podem facilitar essa plasticidade. Os autores sugerem que mudanças na disposição do genoma contribuem para a adaptação e para a regulação do encolhimento e recrescimento cerebral. William R. Thomas e Liliana M. DE1valos destacaram a relevância desses achados para entender metabolismo e saúde cerebral.
Palavras difíceis
- fenômeno — evento natural observado em alguns animais
- musaranho-europeu — pequeno mamífero insetívoro comum na Europa
- fosforilação oxidativa — processo celular que produz energia nas mitocôndrias
- gliconeogênese — produção de glicose a partir de outras moléculas
- rearranjo cromossômico — mudança na ordem ou estrutura dos cromossomosrearranjos cromossômicos
- recrescer — voltar a crescer depois de uma diminuiçãorecrescem
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Perguntas para discussão
- Como a redução de órgãos no inverno pode ajudar um animal a economizar energia?
- Você conhece animais na sua região que mudam o corpo ou o comportamento com as estações? Descreva um exemplo.
- Por que mudanças na organização do genoma podem ajudar a adaptação de uma espécie?
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