Um estudo de pesquisadores, incluindo Jared Smith, analisou se diretores-executivos excessivamente confiantes são menos propensos a delegar tarefas importantes em fusões e aquisições. A amostra inclui 3.690 operações de 2000 a 2019 e envolveu 1.634 CEOs. Foram consideradas apenas transações com valor mínimo e que representassem ao menos 1% do capital próprio da empresa adquirente.
A confiança dos CEOs foi medida com base na forma como exerciam opções de ações. Para avaliar delegação, os autores revisaram comunicados de imprensa e matérias jornalísticas; quando alguém fora do nível executivo (C-suite) era nomeado, isso contou como delegação. Também conferiram os documentos "background of the merger" arquivados na SEC para ver quem participou das reuniões.
Os resultados mostram que 41% dos CEOs foram avaliados como excessivamente confiantes e que esses CEOs eram 10–15% menos propensos a delegar. A tendência era mais forte em negócios em setor novo e em empresas com vários segmentos. Smith observa que, apesar da importância da confiança, o excesso pode reduzir o uso da equipe e prejudicar decisões complexas.
Palavras difíceis
- diretor-executivo — pessoa que lidera a gestão da empresadiretores-executivos
- fusão e aquisição — processo em que empresas se unem ou compramfusões e aquisições
- delegar — dar tarefas ou responsabilidades a outra pessoa
- confiança — crença na capacidade ou julgamento de alguém
- amostra — conjunto de casos escolhido para um estudoA amostra
- comunicado de imprensa — texto oficial para informar jornalistas e públicocomunicados de imprensa
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Perguntas para discussão
- Você acha que um CEO deve delegar decisões importantes? Por quê?
- Que vantagens e desvantagens podem existir quando um CEO é muito confiante?
- Como uma empresa pode reduzir problemas causados por excesso de confiança na liderança?