Buracos negros supermassivos ficam nos centros da maioria das grandes galáxias. No centro da Via Láctea está Sagittarius A*, com uma massa de cerca de quatro milhões de Sóis. Um estudo publicado em The Astrophysical Journal Letters por Eric Coughlin e colegas descreve o que ocorre quando uma estrela chega demasiado perto: a gravidade alonga a estrela e cria um fluxo fino de detritos.
Partes desse fluxo, especialmente quando estão em rotação, podem colidir e libertar uma explosão de energia. Após as colisões, a matéria espirala lentamente para dentro do buraco negro por acreção. Tanto as colisões quanto a acreção geram radiação suficiente para que o evento brilhe temporariamente mais do que a galáxia (aproximadamente 1 trilhão de Sóis).
Equipes que usam simulações de alta resolução, com técnicas como hidrodinâmica por partículas suavizadas e muitos bilhões de partículas em supercomputadores com GPUs, estão a melhorar a compreensão desses processos. Trabalhos anteriores de menor resolução tendiam a produzir detritos pulverizados, mas os modelos atuais mostram um fluxo coerente que segue trajetórias previsíveis antes de colidir.
Palavras difíceis
- buraco — região do espaço com gravidade muito forteBuracos
- negro — de cor muito escura ou sem luznegros
- supermassivo — que tem massa extremamente grandesupermassivos
- centro — parte interior ou ponto principal de algocentros
- gravidade — força que atrai objetos com massa
- fluxo — movimento contínuo de materiais ou partículas
- detrito — pequenos restos ou fragmentos de matériadetritos
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Perguntas para discussão
- O que você acha que os cientistas aprendem com simulações de alta resolução sobre buracos negros?
- Como você reagiria se um evento brilhante como esse aparecesse no céu por alguns dias?
- Quais são as vantagens, na sua opinião, de usar muitas partículas e supercomputadores para estudar estes processos?