Pesquisadores da University of California, Riverside publicaram no Journal of Economic Entomology um método alternativo para avaliar a idade das pelotas — as fezes de cupins — analisando a comunidade microbiana nelas presente. Abordagens anteriores, como testes de hidrocarbonetos ou mudanças de cor, exigiam equipamentos caros ou eram pouco fiáveis porque a cor depende da dieta.
Nick Poulos, autor principal, coletou cupins de madeira seca e os alimentou com dois tipos de madeira: hardwood natural e Douglas fir, esta última a madeira mais comum em estruturas residenciais. As pelotas foram amostradas quando frescas e novamente após três meses, seis meses e um ano. Usando PCR quantitativa, os cientistas registraram um declínio acentuado no DNA bacteriano: cerca de 190 vezes menos DNA após 12 meses nas pelotas de hardwood natural e 184 vezes menos nas de Douglas fir, com grande parte da queda ocorrendo até seis meses.
Os pesquisadores também observaram uma mudança na composição bacteriana: espécies anaeróbicas perderam abundância e desapareceram, enquanto bactérias aeróbias aumentaram com a exposição ao ar. A equipe pretende colaborar com outros cientistas e engenheiros para criar sensores que detectem esses sinais bacterianos e desenvolver um ensaio de fluxo lateral, semelhante a um teste de COVID-19, capaz de indicar a idade da infestação e assim ajudar profissionais de controle de pragas a evitar tratamentos químicos desnecessários quando as pelotas forem antigas.