Um estudo da University of California, Riverside, publicado no Journal of Economic Entomology, propõe usar microrganismos nas pelotas de cupins para distinguir pelotas frescas de antigas. Em vez de testes químicos ou cores, os autores mediram o DNA microbiano nas fezes.
Nick Poulos alimentou cupins com dois tipos de madeira — hardwood natural e Douglas fir, muito usada em estruturas de casas — e coletou pelotas quando frescas e após três meses, seis meses e um ano. Com PCR quantitativa, os pesquisadores viram que a quantidade de DNA bacteriano caiu muito ao longo do tempo.
Além disso, bactérias anaeróbicas tornaram-se menos abundantes, enquanto bactérias que preferem oxigênio aumentaram com a idade das pelotas. A equipe espera desenvolver sensores e um ensaio de fluxo lateral, semelhante a um teste de COVID-19, para ajudar a identificar infestações ativas e evitar tratamentos desnecessários.
Palavras difíceis
- microrganismo — organismo muito pequeno visível só com microscópiomicrorganismos
- pelota — pequena massa de fezes produzida por insetospelotas
- distinguir — ver a diferença entre duas coisas
- DNA microbiano — material genético de microrganismos nas amostras
- PCR quantitativa — método para medir quantidade de DNA ou RNA
- anaeróbico — que vive ou cresce sem oxigênioanaeróbicas
- ensaio — teste ou experimento para avaliar algo
- infestação — presença indesejada de pragas em um lugarinfestações
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acharia útil um teste rápido para identificar infestações ativas em sua casa? Por quê?
- De que forma evitar tratamentos desnecessários pode beneficiar os moradores e o ambiente?
- Você confiaria num ensaio semelhante ao teste de COVID-19 para decidir fazer um tratamento contra cupins? Explique.
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