Pesquisadores da University of California, Riverside mapearam um circuito cerebral que ajuda o cérebro a abandonar uma regra antiga e adotar outra. Essa capacidade de mudar regras chama-se flexibilidade cognitiva e é importante quando o ambiente muda.
A equipe estudou uma pequena estrutura do tronco cerebral chamada locus coeruleus, que é a principal fonte de norepinefrina no cérebro. Os cientistas treinaram camundongos numa tarefa de troca de regras: primeiro os animais usavam a textura como pista e depois a regra mudava para o odor. Os pesquisadores registraram atividade neural no córtex pré-frontal com microcâmaras.
Quando os métodos quimiogenéticos suprimiram o locus coeruleus, os camundongos tiveram dificuldade para adaptar-se e precisaram de muitas tentativas extras. O estudo foi publicado na eLife e tem implicações para o envelhecimento e a doença de Alzheimer.
Palavras difíceis
- flexibilidade cognitiva — capacidade de mudar uma regra mental
- norepinefrina — substância química que o cérebro usa
- tronco cerebral — parte baixa do cérebro com funções vitais
- córtex pré-frontal — região frontal do cérebro ligada ao pensamento
- quimiogenético — relacionado a técnicas que usam produtos químicos e genesquimiogenéticos
- adaptar — mudar o comportamento para funcionar melhoradaptar-se
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha importante mudar regras quando o ambiente muda? Por quê?
- Você concorda com o uso de camundongos em pesquisas científicas? Dê uma razão.
- Como este estudo pode ajudar no entendimento do envelhecimento ou da doença de Alzheimer?
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